A estenose vertebral é uma condição caracterizada pelo estreitamento do canal vertebral, espaço por onde passam a medula espinhal e as raízes nervosas. Esse estreitamento causa compressão das estruturas nervosas e pode gerar dor, formigamento, fraqueza e limitação para caminhar.
Embora seus sintomas possam se confundir com os da hérnia de disco, trata-se de uma doença diferente: a estenose é progressiva, enquanto a hérnia costuma responder bem ao tratamento conservador.
Fatores de risco e causas da estenose vertebral
A principal causa da estenose vertebral é o envelhecimento natural da coluna, com desgaste dos discos, articulações e ligamentos. No entanto, outros fatores aumentam o risco:
- Artrose da coluna (espondiloartrose);
- Desgaste dos discos intervertebrais;
- Espessamento de ligamentos vertebrais, chamados ligamentos amarelos;
- Crescimento ósseo anormal (osteófitos), conhecidos como bico de papagaio;
- Histórico de trauma ou cirurgias prévias na coluna;
- Predisposição genética.
Sintomas da estenose
A estenose costuma causar sintomas relacionados à compressão nervosa, assim com a hérnia de disco, ou seja:
- Dor lombar ou cervical que irradia para pernas ou braços.
- Formigamento e dormência em membros.
- Sensação de fraqueza muscular.
- Dificuldade para permanecer em pé ou caminhar por longos períodos.
A diferença entre a estenose e a hérnia de disco está no comportamento da doença.
Enquanto a hérnia de disco geralmente afeta adultos abaixo dos 40 anos e tende a melhorar com fisioterapia, fortalecimento e medicamentos, a estenose vertebral é mais comum acima dos 50 anos e costuma piorar gradualmente, exigindo abordagem cirúrgica em grande parte dos casos.
Quando a cirurgia é indicada
O tratamento inicial pode incluir medicamentos, fisioterapia e infiltrações. No entanto, quando há compressão significativa da medula ou dos nervos, e o paciente apresenta dificuldade progressiva para andar, perda de força ou dor intensa, a cirurgia é o tratamento mais indicado.
A cirurgia para estenose vertebral é realizada com técnicas minimamente invasivas, que permitem descomprimir o canal vertebral preservando ao máximo as estruturas da coluna. Isso reduz o tempo de internação e acelera a recuperação.
O papel do neurocirurgião
O neurocirurgião especialista em coluna avalia cada caso de forma individual, analisando exames de imagem e o quadro clínico do paciente. A decisão sobre o tratamento cirúrgico leva em conta o grau de compressão, os sintomas e o impacto na qualidade de vida.
A estenose vertebral é uma condição comum, especialmente com o avanço da idade, e tem tratamento eficaz quando diagnosticada precocemente. Embora compartilhe sintomas com a hérnia de disco, é uma doença com evolução diferente, que muitas vezes requer intervenção cirúrgica.
O acompanhamento com um neurocirurgião experiente é essencial para garantir um diagnóstico preciso e o melhor plano de tratamento para preservar a mobilidade e aliviar a dor.
Se você apresenta dor lombar persistente, formigamento ou dificuldade para caminhar, entre em contato e agende a sua avaliação.
FAQs - Perguntas frequentes
A cirurgia pode corrigir a compressão da medula ou dos nervos, aliviando os sintomas e melhorando a qualidade de vida. Embora o processo degenerativo da coluna não possa ser revertido, o tratamento adequado controla a progressão e reduz os efeitos da doença.
Não necessariamente. Casos leves podem ser tratados com fisioterapia, fortalecimento muscular e infiltrações. A cirurgia é indicada quando há sintomas neurológicos progressivos ou falha do tratamento clínico.
A hérnia de disco é o extravasamento do conteúdo do disco intervertebral, comum em adultos jovens e com boa resposta ao tratamento conservador. Já a estenose vertebral é o estreitamento do canal vertebral, mais frequente em pessoas acima dos 50 anos e de evolução progressiva, frequentemente necessitando de cirurgia.


